Friedrich Nietzsche

Friedrich Nietzsche nasceu em 1844 numa família protestante, e tinha influências do pai e do avô para tornar-se pastor.
Entretanto, na sua adolescência, as leituras de Schiller, Hölderlin, Byron e a influência de alguns professores o fazem desistir da possível carreira teológica e passou a criticar ferozmente o cristianismo.

Brilhante aluno das línguas clássicas, do alemão e de textos bíblicos, foi nomeado em 1869 professor de Filologia na Universidade de Basiléia, permanecendo nesse cargo por dez anos e tendo que afastar-se do mesmo por motivos de saúde.
Uma experiência traumática para Nietzsche foi a guerra franco-prussiana, na qual exerceu papel de enfermeiro.

Foi amigo do músico Wagner, mas afastou-se do mesmo quando o compositor tornou-se devoto do cristianismo.
Sua admiração pelo filósofo pessimista Schopenhauer também viria a se desfazer a final de sua vida.

Entre uma desilusão amorosa, desanimado com as críticas que suas obras recebiam e afastado do convívio social, Nietzsche passou seus últimos anos; morando com a mãe e a irmã e tendo diversos problemas de saúde, que o levaram a falecer em agosto de 1900 na cidade alemã de Weimar.


A Genealogia da Moral

Crítica feita por Nietzsche aos valores morais estabelecidos na sociedade ocidental a partir do período socrático (com influência dos princípios do cristianismo). O filósofo era contra qualquer tipo de razão lógica e científica, tendo feito suas críticas a moral e também aos mais diversos campos de manifestação da cultura ocidental (artes, música, filosofia, ciência).
Nietzsche afirmava que a compreensão da gênese psicológica dos valores, em si própria, é suficiente para questionar suas características absolutas e indubitáveis.
Para ele, existem dois tipos de moral:

Moral Aristocrática dos fortes
é a moral do orgulho, dos sentimentos de generosidade e individualismo.

Moral dos escravos é o conjunto de “valores morais” estabelecidas por metafísicas “objetivas” para caluniar o mundo em que vivemos e torná-lo feito de aparências. Essa é a moral tradicional.

Para Nietzsche, essa “moral”, que foi criada pelos homens, e estabelecida como justa e correta fez a humanidade “dar um passo para trás”, uma vez que deixou-se de desenvolver um mundo de beleza para surgir uma alma “grave e enferma”, que preconiza o ódio.
  

O Super-Homem

O Übermensh, Super-Homem em alemão, é o futuro do homem de hoje, um devir do homem atual.

Liberto dos entraves do bem e do mal, este novo ser, um titã, um colosso egocêntrico, viria para a conquista futura do mundo. Uma nova raça de homens, recuperando e restaurando as autênticas e primitivas pulsões (bárbaras, violentas, extremadas) sufocadas pela moral convencional e pela religião, levaria tudo de roldão.

Ele encontrava-se bem acima dos demais mortais, sendo característico dele usar os outros seres humanos apenas como degrau para sua ascensão. É um forte, um aristocrata (não no sentido de sangue, mas de personalidade), um colossal egocêntrico que faz suas próprias leis e regras e que não segue as da manada. Mas o super-homem pode ser visto também como o resultado último da uma concepção evolucionista.

 Se, no passado remoto, como ensinou Darwin, fomos precedidos pelos símio, sendo o homem do presente apenas uma ponte, o futuro seria irremediavelmente dominado pelo super-homem.


A morte de Deus

"O que aconteceu com Deus? Eu vos direi: Nós o matamos - eu e vós. Nós somos os seus assassinos!"

Essa frase de Nietzsche, citada no livro Gaia Ciência, resume a teoria do autor sobre a chamada "morte de Deus".

Segundo o filósofo, a humanidade, ao passar de uma visão teológica para uma visão antropológica do mundo, fundamentanda na ciência, foi aos poucos e por diversos motivos se afastando de Deus e da fé, e esse seria o tal "assassinato".

Contudo, ao "matarmos Deus", também eliminamos todos os valores que serviram de base para fudamentar as nossas vidas. Valores esses que foram originados com base no cristianismo  e em princípios metafísicos.

Conseqüentemente, nos vemos perdidos, sem um ponto de referência para nos guiar.
O assassinato de Deus é a constatação do niilismo moderno.




The Nietzsche Family Circus

The Nietzshce Family Circus são quadrinhos com as personagens do desenho "The Family Circus" acompanhados de citações do filósofo Friedrich Nietzsche. Analisem as citações e divirtam-se!